Descobrir que os dados da sua empresa vazaram é um dos momentos mais estressantes da rotina de qualquer gestor. A boa notícia é que existe um roteiro claro do que fazer — e agir rápido e de forma organizada reduz significativamente o dano, tanto jurídico quanto reputacional.
O primeiro impulso é tentar entender o que aconteceu. Errado: a prioridade é conter. Isole os sistemas afetados, revogue acessos suspeitos, troque senhas críticas e desligue, se necessário, o serviço comprometido. Investigar a fundo enquanto o vazamento continua ativo só aumenta a exposição.
Registre data, hora, sistemas afetados, tipo de dado exposto (nomes, CPFs, dados sensíveis?) e como o incidente foi percebido. Essa documentação será a base do relatório que pode ser exigido pela ANPD e é essencial para a defesa técnica da empresa.
Nem todo incidente precisa ser comunicado à ANPD e aos titulares — mas a avaliação de risco precisa ser feita rapidamente, com apoio técnico e jurídico. Fatores como volume de dados, presença de dados sensíveis (saúde, biometria, dados de crianças) e possibilidade de dano concreto ao titular pesam nessa decisão.
A LGPD exige comunicação à ANPD e aos titulares afetados quando o incidente representar risco ou dano relevante. A comunicação tardia ou omissa costuma ser tratada com mais rigor do que o incidente em si.
Ter um plano de resposta a incidentes definido antes que algo aconteça é o que separa uma empresa que reage com controle de uma que reage no pânico.
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