Poucas coisas geram tanta ansiedade em uma empresa quanto a palavra "fiscalização". Entender como a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) conduz um processo administrativo ajuda a tirar o mistério — e a se preparar com antecedência.
Na maioria dos casos, a ANPD não "aparece de surpresa". Os processos costumam ter origem em denúncias de titulares, notificações de incidentes de segurança feitas pela própria empresa, ou fiscalização temática de determinado setor (saúde e financeiro costumam ser priorizados).
Documentos que comprovem a existência de um programa de governança: política de privacidade, registro das operações de tratamento, evidência de nomeação do encarregado e, em caso de incidente, o relatório do que foi feito para conter e comunicar o problema.
Empresas que já têm a documentação organizada — mesmo que o programa de compliance não seja perfeito — respondem a uma fiscalização em dias. Empresas que precisam "montar tudo do zero" quando a notificação chega enfrentam prazos apertados e risco muito maior de penalidade por omissão, não pelo incidente em si.
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